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Artigo:
A harmonia entre “outdoor” e espaço urbano
Por Ney Queiroz de Azevedo
A regulamentação da publicidade ao ar livre tem preocupado, há tempos, muitos empresários de mídia exterior no Brasil. Atualmente, em especial nos grandes centros urbanos, trata-se de questão extremamente complexa e que merece algumas considerações.
Antes de mais nada, é importante que se faça a distinção entre a publicidade regular e a irregular. O outdoor, no Brasil, possui o “status” de importantíssimo veículo de comunicação, integrando as campanhas publicitárias de mais alto porte em todo território nacional. O outdoor é padronizado; possui as mesmas dimensões em todas as cidades brasileiras. Possui uma entidade que regulamenta e fiscaliza a atuação das principais empresas do meio. É, portanto, um veículo de comunicação fundamental para o mercado publicitário e conduzido sob normas éticas de atuação profissional.
Entretanto, infelizmente, muitas pessoas ainda confundem o outdoor com a publicidade irregular que tanto polui as cidades. Banners, faixas, letreiros e pinturas em muros são alguns dos exemplos do que é poluição visual. E, ainda mais importante, se faz necessária a conscientização do poder público municipal acerca da realidade da publicidade ao ar livre. Cabe, pois, aos empresários do meio outdoor, através da união de empresas e da força da Central de Outdoor, discutir e resolver esses problemas com a administração municipal.
Salienta-se que a regulamentação de toda mídia exterior das cidades é fundamental para o convívio harmonioso entre a paisagem urbana e a publicidade. Essa regulamentação não deve, contudo, extrapolar limites e impedir a continuidade do exercício da atividade das empresas.
Nota-se, portanto, que o sucesso dessa harmonia entre publicidade e paisagem urbana depende da boa negociação de empresários e municípios. Aliando a necessidade de regulamentação a uma atividade profissional consciente, certamente haverá êxito. E, sem dúvida alguma, o outdoor contribuirá para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.
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